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Descobrir Leiria

"Quando não se tem aquilo que se gosta, é necessário gostar-se daquilo que se tem" Eça de Queiroz

"Quando não se tem aquilo que se gosta, é necessário gostar-se daquilo que se tem" Eça de Queiroz

Museu de Leiria ganha terceira distinção nacional

O Museu de Leiria recebeu este sexta-feira mais uma distinção nacional, desta vez uma Menção Honrosa atribuída pela Acesso Cultura, na área da Acessibilidade Física.

Em disputa estavam outras duas categorias, as acessibilidades intelectual e social. A Sociedade Artística e Musical dos Pousos (SAMP) venceu o Prémio Acessibilidade Social. "É um orgulho para o concelho, as distinções, obviamente, mas é importante também destacar que das 38 candidaturas cinco eram de Leiria, o que demonstra que estamos no bom caminho", sublinhou o vice-presidente e vereador da Cultura da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes.

Esta é a terceira distinção no espaço de duas semanas que destacam o trabalho realizado no Museu de Leiria que tem apenas seis meses de vida. Este espaço cultural recebeu a 03 de junho o prémio de Melhor Trabalho sobre Museografia na cerimónia de atribuição dos Prémios Nacionais de Museologia 2016 e obteve ainda uma menção honrosa no prémio de Melhor Museu, tendo recebido grandes elogios na cerimónia.

Já este Prémio Acesso Cultura (PAC) é outra distinção de prestígio, lançada em 2014 pela Acesso Cultura, associação sem fins lucrativos que integra profissionais da cultura e pessoas interessadas nas questões de acessibilidade.

O PAC visa, por um lado, distinguir, divulgar e promover entidades (privadas, públicas, cooperativas, associações e outras) e projetos que se diferenciam pelo desenvolvimento de políticas exemplares e de boas práticas na promoção da melhoria das condições de acesso – nomeadamente físico, social e intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural, em Portugal. Por outro, pretende criar exigência junto dos públicos, com vista à melhoria da acessibilidade, assumida como um todo.

O Museu de Leiria, enquanto agente de mudança, adotou no seu processo de criação, desenvolvimento e instalação, práticas de cooperação com instituições múltiplas, no sentido de garantir o reconhecimento e integração da diferença.

A parceria com o CRID - Centro de Recursos para a Inclusão Digital (Instituto Politécnico de Leiria) permitiu a identificação de soluções para integração ativa de pessoas sujeitas à exclusão devido a fatores físicos, sociais ou intelectuais. Procuraram-se recursos inovadores e originais, que garantissem sustentabilidade a longo prazo.

A preocupação em tornar o Museu acessível a todos materializou-se de múltiplas formas: infografia e sinalética com preocupações em termos de acessibilidade gráfica, e com placas em braille, trilhos direcionais e percursos acessíveis, acessos mecânicos, espaço cão-guia, plantas táteis, traduções em três línguas, exposições bilingues, áudio-vídeo-guias em quatro línguas, soluções multimédia, guiões para os filmes sem locução (garantindo acessibilidade a pessoas com deficiência auditiva), bem como guiões em Sistema Pictográfico Comunicacional e em Braille.

O Museu é acessível, no seu interior, exterior e em todo o percurso público de acesso, garantindo-se estacionamento para cidadãos com mobilidade condicionada e acesso comum rampeado.

Existe acesso mecânico interior com o qual se articulam as áreas expositivas. Utilizam-se Linhas Guia de Segurança, marcações de perigo nos acessos por escada e em pontos de mudança de nível de pavimento, assim como Linhas Guia de Orientação para melhorar a mobilidade de todos e conduzir as pessoas com deficiência visual no edifício da forma mais rápida e autónoma possível.

Aplicou-se, em posição estratégica, sinalética acessível a todos os utentes, tendo-se instalado duas plantas táteis 2,5D que permitem, em cada piso, ter uma noção espacial à escala de todo o edifício, assim como de todos os pisos e percursos acessíveis, havendo marcações para as peças táteis e indicação áudio nos equipamentos de que as mesmas são acessíveis.

 Museu 1 675 2500

Mais de 10 mil visitantes em menos de seis meses

Recorde-se que o Museu de Leiria recebeu no início de junho o prémio de Melhor Trabalho sobre Museografia na cerimónia de atribuição dos Prémios Nacionais de Museologia 2016, realizada pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), no Museu do Dinheiro, em Lisboa.

Além desta distinção, o Museu de Leiria obteve ainda uma menção honrosa no prémio de Melhor Museu.

Refira-se que os galardões são atribuídos pela APOM, fundada em 1965, para incentivar o espírito de preservação e divulgação do património dos museus.

Inaugurado a 15 de novembro de 2015, o Museu de Leiria, que já recebeu mais de 10 mil visitantes, propõe uma viagem à memória de um território e seus habitantes, através da exposição de uma vasta e diversificada coleção que tem vindo a ser recolhida desde há uma mais de uma centena de anos e onde se pode encontrar o acervo do antigo Museu Regional de Obras de Arte, Arqueologia e Numismática de Leiria, criado a 17 de novembro de 1917, mas também as coleções artísticas municipais e a reserva arqueológica.

O Museu de Leiria oferece ainda várias exposições temporárias, que ocupam diversas áreas do edifício histórico que faz também ele parte da história de Leiria.

 

Fonte: Município de Leiria

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